30 abril 2009

Oração

Amando-te, encontro tudo o que estava perdido,
tudo se converte em canto de louvor
e de acção de graças por tua Infinita Magestade.
O que estava dividido, teu Amor unifica;
o que estava disperso, é atraído para ti;
O que era puramente exterior,
teu amor faz entrar no mais profundo de si.
Teu Amor é quem me faz aceitar
a vida quotidiana tal e como ela se apresenta,
e quem transforma portanto,
cada uma das jornadas humanas num dia de Graça.
Tu, único e último fundamento de todo o ser,
tu que és Amor, dá-me parte de teu Amor,
para que todos os meus dias estejam orientados
para o Dia único de tua Vida Eterna.

Karl Rahner

29 abril 2009

Vamos viajar?

Aqui estão um sítio que permite umas quantas viagens!

Desfrutem...




Nenhum Homem

"No man is an island entire of itself;
every man is a piece of the continent, a part of the main.
If a clod be washed away by the sea,
Europe is the less,
as well as if promontory were,
as well as if a manor of thy friend's or of thine own were.
Any man's death diminishes me,
because I am involved in mankind;
and therefore never send to know for whom the bell tolls;
it tolls for thee."
John Donne


Nenhum homem é uma ilha, inteira em si;
todo homem é uma parte do continente,
um pedaço do território todo.
Se um torrão de terra for levado pelo mar,
a Europa fica menor como se fosse um promontório,
como se fosse a casa de teu amigo ou a tua própria.
A morte de qualquer homem me diminui um pouco,
pois estou envolvido com toda a humanidade e,
portanto, não mandes perguntar por quem os sinos dobram;
eles dobram por ti.

02 março 2009

O Jejum


Uma das características do cristianismo é a importância que o evangelho dá ao comer e ao beber. Jesus aparece com frequência a participar da alegria das comidas: em Canã, em casa do fariseu, de Zaqueu, de Mateus, de Lázaro…
Multiplica os pães e os peixes. Quando descreve o Reino, fá-lo com a linguagem do banquete…
É um aspecto que chamou a atenção de muitos historiadores da religião: a visão positiva que a fé cristã tem do comer e do beber. Basta pensar que o sinal central do seu sacramento principal, a Eucaristia, é precisamente o comer e o beber.
E, no entanto, também o jejum entra nos valores e nos sinais de expressão da fé cristã. E não só dum ponto de vista ascético, mas também duma perspectiva que podemos chamar “sacramental”.
Concretamente durante a Quaresma, entre os vários gestos simbólicos que ajudam a comunidade cristã a entrar no caminho do Mistério Pascal (as cinzas, o silenciar dos Aleluias, a centralidade da Cruz…), está também o do jejum, que se converteu na sua mais expressiva característica: a Quaresma é um tempo de jejum geral para a Igreja na sua preparação para a Páscoa.
Mas que sentido tem hoje para nós o jejum? Pode ele ser ainda apresentado como um valor numa sociedade que convida insistentemente à satisfação e à comodidade?

O nosso jejum cristão e os seus valores
O facto de sermos convidados a jejuar – sobretudo no tempo da Quaresma – não tem a intenção de ser um castigo, de uma auto mortificação disciplinar ou de desprezo pelo corpo.

a) Ao jejuar queremos significar expressivamente que os valores materiais não são absolutos. A sociedade de hoje ensina-nos continuamente a absolutizar os bens agradáveis para os sentidos, e a buscá-los insistentemente. Um programa de auto-afirmação e de suficiência.
O jejum quer ser uma voz profética introduzida na nossa vida, para nos recordar que tudo isso é bom, mas relativo. E que o único absoluto é Deus. E que os valores sobrenaturais não podem ser descuidados. Que temos de estar abertos a eles: a fim de que, libertando-se do fermento do pecado, se convertam a vós de todo o coração e vivam de tal modo as realidades temporais que procurem sempre os bens eternos (Prefácio da Quaresma II).
Renunciar ao “pão” humano recorda-nos existencialmente que o “Pão” verdadeiro é Cristo e a sua Palavra Salvadora. Que a fome e a sede que costumamos ter de tantas coisas sensíveis, devem ceder em importância à fome e sede que, como cristãos, deveríamos sentir pelas transcendentes.


b) O jejum faz-nos mais livres. Privarmo-nos voluntariamente de algo que apetece aos nossos sentidos, é fazer uma opção pessoal contra a espiral consumista que a sociedade de hoje nos está a impor.
Pode ser um exercício de humildade, relativizando as coisas que apreciamos mais imediatamente, e até experimentando a debilidade e a indigência da nossa natureza mortal. É uma educação da nossa liberdade interior, o saber dizer “não”. O homem só é ele mesmo quando consegue dizer a si próprio: não. Não é a renúncia pela renúncia: senão para um maior e mais equilibrado desenvolvimento de si mesmo, para viver melhor os valores superiores, para o domínio de si próprio (João Paulo II, catequese 21 de Março de 1979).
O jejum é um sinal de que queremos ter domínio sobre nós mesmos. De que queremos amadurecer, sentir-nos orientados para as verdadeiras aberturas que devem marcar a nossa existência. Pelo jejum reprimis os vícios e elevais o espírito, infundis a fortaleza e dais a recompensa (Prefácio da Quaresma IV). De algum modo ensina-nos o vazio que há dentro de nós, para estarmos mais abertos ao próximo e a Deus.


c) É útil inclusivamente para a saúde do nosso corpo. O sentido espiritual do jejum é o mais importante. Mas também tem conotações que afectam o próprio corpo humano, e que até são apreciadas sob o ponto de vista sanitário e psicológico. Por exemplo, na cultura e sensibilidade religiosa da Índia, a qual está a influir bastante actualmente no Ocidente.
Esta e outras culturas (como entre os Muçulmanos com o seu mês do Ramadão) considerou o jejum como um meio de conseguir um maior equilíbrio interior no homem, como uma desintoxicação biológica, que também afecta notavelmente a purificação psicológica e a harmonia global da pessoa.
O desequilíbrio orgânico (o excesso de comida e de bebida, por exemplo) provoca também um desequilíbrio espiritual no homem. Enquanto que uma sã privação de excessos favorece a liberdade interior e o maior domínio sobre si próprio.
Uma oração antiga (do Sacramentário Veronense) dizia claramente que o jejum tinha sido instituído para a saúde da alma e do corpo.


d) O jejum abre-nos aos outros. Antes de mais nada, aquilo que poupamos ao jejuarmos, podemos destiná-lo a ajudar as necessidades dos outros. O jejum, no programa da Quaresma, está ligado à caridade, e assim o entendem as campanhas de ajuda ao Terceiro Mundo organizadas por alguns países neste tempo quaresmal. Jejuar “para os outros”.
Mas, para além desta concretização tão interessante, o jejum por si mesmo põe-nos numa situação mais favorável de solidariedade para com os outros. Ensina-nos a sentir em nós mesmos a debilidade dos que se vêem obrigados a jejuar por necessidade, e não só durante a Quaresma, mas durante todo o ano. Faz-nos experimentar o que pode ser a fome.
Ensina-nos a “misericórdia”. Converte-nos em mais transparentes e disponíveis para os outros, menos cheios de nós próprios.
Por isso o Prefácio da Quaresma III diz assim: Vós nos ensinais, a manifestar-vos a nossa gratidão, a dominar os excessos da nossa inclinação para o mal e a dar alimento aos que têm fome, imitando a vossa divina bondade.
O jejum, para além de tudo o que representa de relativa negação de si próprio, vai-nos educando a corrigir todo o egoísmo e auto-suficiência, e a abrir-nos mais a Deus e ao próximo.


e) Mas, acima de tudo, o jejum quaresmal é um sinal sacramental da nossa entrada na Vida da Páscoa.
No caminho quaresmal o nosso jejum tem um sentido mais profundo do que o meramente psicológico, pessoal, e de abertura fraterna. Converte-se em sacramento da nossa comunhão com Cristo Pascal.
O mistério que celebramos é de Morte e Ressurreição. Por isso a nossa sintonia com ele é também morte – renúncia, jejum e sacrifício – e ressurreição – aceitação da nova vida. Páscoa é sempre “passagem, trânsito, êxodo”: por isso supõe renúncia ao anti-evangélico que nos está sempre a ameaçar, e adesão a um programa novo de vida. E isto significa-se de muitas maneiras no nosso caminho de Páscoa (na Vigília Pascal, na celebração baptismal, com a dupla lista de renúncias e profissão de fé): uma destas maneiras, ao longo de toda esta quarentena é o jejum, que também afecta o nosso corpo, porque é todo o homem aquele que é destinado à salvação e que é urgido para entrar em Páscoa.
O jejum converte-se no sinal exterior da nossa conversão, símbolo da nossa luta contra o mal e o pecado, da nossa aceitação de incorporarmos a Cruz de Cristo e a sua Vida Pascal.
O jejum passa a ser assim não somente ascético, mas cúltico, litúrgico. Sobretudo na celebração de Sexta-Feira e de Sábado Santos – os dois primeiros dias do Tríduo Pascal – o “jejum pascal” por excelência, pelo qual entramos na própria celebração da Páscoa, submergindo-nos conscientemente no movimento dinâmico da “passagem à nova existência” com o Cristo.
O nosso jejum quaresmal aproxima a sua intenção e a sua linguagem às “quarentenas de jejum” que vimos descritas na Bíblia e que querem preparar e iniciar os grandes encontros com Deus. Aqui, o acontecimento sempre novo que quer transformar a nossa existência é a celebração da Páscoa, na qual Deus quer intervir na nossa vida, incorporando-nos à nova existência de Cristo Ressuscitado.
Não é um jejum de tristeza. O Esposo continua a estar connosco. Mas nós jejuamos precisamente como uma maneira de exprimir o nosso seguimento a Cristo também na sua Cruz.

22 fevereiro 2009

Encontro de Catequistas das Dioceses do Centro

Este é o texto que servio de apoio à minha apesentação


O que é a catequese
A catequese é uma acção ecclesial, é a Igreja no seu todo que faz a catequese, cumprindo a sua missão de ser continuadora da missão de Jesus Cristo: levar a Boa Nova a todos os povos. A Igreja, animada pelo Espírito Santo, conserva no seu coração, anuncia, celebra, vive e transmite o Evangelho através da catequese (Cf DV 8).
A comunidade eclesial é a origem porque o catequista não actua em nome próprio, mas em nome da comunidade cristã e, por isso, em nome de toda a Igreja(Cf EN 60). O catequista pode e deve dizer como São Paulo: “Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que eu próprio recebi” (1Cr 15,3). Este anúncio não pode prescindir da família, do ambiente em que o catequizando vive. Quando falamos em família – como principal transmissora da fé – referimo-nos à família cristã que “tem uma função primária, porque nela se pode realizar o anúncio da fé num clima de acolhimento e de amor, que, melhor do que qualquer outro, confirma a autenticidade da Palavra” (DGC 188). Contudo é preciso ter em conta que muitas famílias não são cristãs, no sentido de que são incapazes de transmitir a fé, por variadíssimas razões. Aqui, o catequizando há-de ser acolhido por uma comunidade cristã, onde encontre um clima fraterno e acolhedor, que lhe faça ver a alegria de ser cristão, capaz de lhe suscitar o desejo de seguir Jesus Cristo. O grupo de catequese, como grupo primário, é uma boa porta de entrada na família paroquial.
A comunidade é o âmbito ou lugar normal da catequese. É como o seio materno onde se gera o homem novo, por meio da Palavra e dos Sacramentos de Iniciação cristã. O testemunho da comunidade é fundamental: a catequese transmite com mais facilidade aquelas realidades e vivências que realmente existem na comunidade.
A meta da catequese é também a comunidade, pois é esta que acolhe os que são iniciados na fé. A catequese correria o risco de se esterilizar se não houvesse uma comunidade viva que acolhesse cada catequizando. Por isso, a comunidade é duplamente responsável: tem a responsabilidade de catequizar cada um dos seus membros; e também de os acolher, de modo a que possam viver o mais plenamente unidos Àquele a quem aderiram (Cf CT 24). Por último, é a catequese que renova a comunidade, pois através da Iniciação cristã a Igreja gera filhos no Filho e conduz à maturidade da fé tanto das comunidades como de cada fiel (Cf DGC 21).
Depois do acima dito torna-se claro que a catequese, se quer cumprir os seus objectivos, tem de introduzir o catequizando na vida da comunidade, fazendo dela a sua comunidade de referência.

Finalidade da catequese
O objectivo da catequese é levar cada catequizando não só a um contacto, mas a uma comunhão e intimidade com Jesus Cristo(Cf CT 5). Pela sua própria natureza, “a comunhão com Jesus Cristo impulsiona o discípulo a unir-se a tudo aquilo a que o mesmo Jesus Cristo se sentiu profundamente unido: a Deus seu Pai, que o enviara ao mundo; ao Espírito Santo, que lhe dava força para a missão; à Igreja, Seu corpo, pela qual Se entregou; e a toda a humanidade, Seus irmãos e irmãs, de cuja sorte quis partilhar” (DGC 81).
A comunidade, família de famílias, tem um lugar de destaque, pois são precisas comunidades que mostrem a fé em que acreditam e acolham aqueles que querem aderir a Cristo. A vida litúrgica e de comunhão, o testemunho alegre e o acolhimento caloroso, são expressões de comunidades missionárias que convocam à fé e geram espaços de acolhimento para aqueles que querem aderir ao Reino de Deus.

Tarefas da Catequese
Para que a pessoa se realize precisa de encontrar um horizonte de sentido. Trata-se de descobrir a dimensão mais profunda da pessoa, aí onde se descobre como que uma abertura ao infinito. Dizer que a pessoa sai de si, é dizer que a pessoa é um ser de relações: ser que se questiona; que reflecte; e que procura a sua origem e o seu fim, para se realizar como pessoa. Nós, crentes, sabemos que só em Cristo se pode encontrar a realização plena.
Para conseguir este objectivo, a catequese deve seguir o modo como Jesus formava os seus discípulos, realizando estas tarefas fundamentais: conhecer as dimensões do Reino, ensinar a orar, transmitir atitudes evangélicas e iniciar à missão (Cf DGC 82-87).
A catequese é responsável por educar nas diversas dimensões da fé: a fé professada; a fé celebrada; a fé vivida; e a fé rezada, tudo inserido numa comunidade e com sentido missionário. Neste processo de educação da fé há intervenientes que têm um lugar de destaque. São eles a família e a comunidade cristã.
O conhecimento da fé: a catequese deve conduzir à apreensão de toda a verdade do desígnio salvífico de Cristo. A compreensão da Sagrada Escritura, do Credo e demais documentos da fé da Igreja expressa e realiza esta tarefa.
A educação litúrgica: a comunhão com Jesus Cristo leva à celebração da Sua presença nos sacramentos, pelo que a catequese “além de favorecer o conhecimentos do significado da liturgia e dos sacramentos, deve educar os discípulos de Jesus Cristo ‘para a oração, para a gratidão, para a penitência, para as preces confiantes, para o sentido comunitário, para a percepção justa do significado dos símbolos…’, uma vez que tudo é necessário, para que exista uma verdadeira vida litúrgica”(DGC 85).
A formação moral: A conversão a Jesus Cristo tem como consequência que o discípulo siga o caminho do Mestre. A catequese deve favorecer uma educação que propicie ao catequizando atitudes próprias do cristão, que lhe transmita a vida em Cristo, concretizada em atitudes e opções morais.
Ensinar a rezar: A comunhão com Jesus Cristo leva a que os seus discípulos assumam o carácter orante e contemplativo do Mestre, conseguindo, deste modo, que a vida cristã seja vivida em profundidade. Aprender de Jesus a sua atitude orante “é rezar com os mesmos sentimentos com os quais Ele se dirigia ao Pai: a adoração, o louvor, o agradecimento, a confiança filial, a súplica e a contemplação da Sua glória”(DGC 85).
Educar para a vida comunitária: A educação para a vida comunitária implica que o catequizando tenha condições para se ir envolvendo de uma forma progressiva na vida da comunidade, assumindo responsabilidades e comprometendo-se com esta. Para isso, a catequese deve fomentar atitudes próprias (Cf DGC 86).
A iniciação para a missão: Só se adquire a maturidade da fé quando se tem capacidade e necessidade de testemunhar essa mesma fé, nas diversas circunstâncias da vida. A catequese, ao educar para o sentido missionário, capacita os discípulos para a sua missão na sociedade, na vida profissional, cultural e social.



Primeira fase

O objectivo da catequese é a iniciação à vida cristã, aprendida, celebrada e praticada, sempre com referência a uma comunidade de fé, que celebra a presença e acção de Deus nos sacramentos, sobretudo na Eucaristia, vértice e fonte da vida cristã. Assim, a catequese insere-se num processo global de Iniciação Cristã;
Considera-se que o cristão está plenamente iniciado na vida eclesial (maturidade da vida cristã e conhecimento doutrinal), quando receber os três Sacramentos da Iniciação Cristã (Baptismo, Eucaristia e Confirmação).
A catequese da infância apresenta condições muito favoráveis à introdução das pessoas na fé cristã e na vida da Igreja. As crianças que começam a frequentar a catequese paroquial participam, muitas pela primeira vez, na vida e na acção da Igreja.
O 1º, o 2º e o 3º ano do itinerário catequético visam o despertar religioso, a iniciação à fé cristã da criança, o iniciar da sua adesão a Jesus Cristo, a sua inserção e acolhimento na comunidade e a celebração de alguns sacramentos: o Baptismo (para quem ainda não tem) e Reconciliação e a Eucaristia, para os já Baptizados.

Objectivos da primeira fase:
- Aderir a Cristo pelo conhecimento e a vivência do Mistério Cristão.
- Inserir-se gradualmente na vida litúrgica da Igreja: oração, descoberta do Baptismo, preparação para a celebração da Eucaristia e da Reconciliação
- Desenvolver atitudes de fé como resposta ao amor de Deus
- Aprender a ser cristão ou discípulo de Jesus e integração progressiva na comunidade cristã.


A primeira fase constitui a etapa da “Iniciação ao itinerário catequético”. É um tempo de acolhimento, por parte da comunidade cristã e especialmente do catequista, e de apresentação global e simples do mistério cristão em ordem à inserção na vida da Igreja.

● No primeiro ano as crianças vão descobrindo na amizade do catequista e no carinho da comunidade cristã, os sinais mais visíveis de que Jesus também gosta muito delas. Vão tomando consciência de que pertencem a uma família maior do que a sua: a Família de Deus.
Com o primeiro Catecismo - “Jesus Gosta de mim”- inicia-se a criança na experiência de se saber e sentir amada por Jesus. Espera-se que a esta descoberta a criança responda, como que naturalmente, com simpatia, alegria e gratidão. Aqui, já será capaz de viver com Jesus uma amizade feliz.
No centro da catequese do 1º Ano está Jesus, como Amigo, Jesus com a Sua Mãe, que também é nossa Mãe, Jesus que nos faz confidência das palavras de Deus e nos ensina a rezar ou a conversar com Ele, tratando-O filialmente como Pai. As crianças irão conhecer amigos de Jesus, os seus discípulos. Será revelado às crianças o rosto de Jesus tão Amigo. Irão ter consciência que ao serem baptizados, são introduzidos na família de Deus.

1º Ano: “Jesus gosta de mim” (objectivos)
- Fazer a experiência de um bom acolhimento eclesial, proporcionado pelos catequistas e por toda a comunidade cristã.
-Ajudá-las a conhecer, de modo vivencial e de acordo com as suas capacidades, alguns dos principais mistérios da fé cristã: Deus, Criador e Amigo que cuida de nós: Jesus, na sua relação única com o Pai e o Espírito Santo; a Igreja, família de Deus.
-Motivá-las para a adesão a Jesus e a celebração da fé na comunidade cristã, levando-as a participar na sua vida litúrgica e experiência de oração.
-Ajudá-las a assumir atitudes de louvor, de gratidão e de amor a Deus e aos irmãos.

● Durante o primeiro ano as crianças foram sendo iniciadas na vida dos cristãos, isto é, dos membros da “família de Deus”, da comunidade eclesial. Durante o segundo ano irão alargar e aprofundar o conhecimento de Jesus e a relação com Ele. À certeza da presença amiga de Jesus seguir-se-á, como que naturalmente e por consequência, a proposta pessoal: estar com Jesus.
O centro da catequese deste ano é, de novo, Jesus. Na Sua vida e nas suas obras, é Jesus que se manifesta como verdadeiro homem e verdadeiro Deus, isto é, como o Filho de Deus feito homem e, por isso, o Emanuel ou “Deus connosco”.
As crianças serão levadas a redescobrir e a celebrar, em comunidade, que Jesus Cristo, está vivo e vive connosco, o Espírito Santo, na acção de fazer de nós Filhos de Deus, irmãos em Cristo, e membros da Igreja, principalmente pelo Baptismo.

2º Ano: “Ensina-nos a rezar” (objectivos)
- Proporcionar às crianças, um maior conhecimento de Jesus, como Filho de Deus, em ordem a um encontro mais pessoal e íntimo com Ele.
- Levá-las a descobrir que o Pai de Jesus é também nosso Pai e que, por isso, em união com Jesus somos todos irmãos.
- Aprofundar a sua adesão a Jesus e a sua experiência de fé na comunidade cristã a que pertence, continuando a integrá-las na vida litúrgica e de oração.
- Ajudá-las a assumir atitudes de escuta, obediência, respeito, verdade e amor a Deus e aos irmãos.


● No terceiro ano, a primeira apresentação de Jesus vai ser alargada, através da escuta mais frequente e abundante da Palavra de Deus, na Sagrada Escritura do Antigo e do Novo Testamento. Irá ser aprofundada a resposta a Ele, dada através do desenvolvimento do gosto e da alegria em O seguir, em estar com Ele, isto é, em ser discípulo de Jesus e viver a Sua Vida, participando activamente, segundo a sua capacidade, na vida da Igreja.
As crianças atingirão três objectivos essenciais: ser discípulo de Jesus na Igreja, celebrar a presença salvadora de Jesus nos sacramentos e comprometer-se a dar testemunho de Cristo e a construir o Reino de Deus, tornando o mundo melhor segundo o Seu projecto de salvação de todos. Terão consciência que ser discípulo de Jesus é seguir Jesus na Igreja, a comunidade dos discípulos de Jesus, os baptizados. Ser discípulo de Jesus é reconhcê-lO na vida e nas acções da Igreja e celebrar a sua presença no meio de nós, através da participação activa, consciente e frutuosa dos Sacramentos da Sua graça. As crianças irão redescobrir o sentido e a força dos sacramentos da Iniciação Cristã, isto é, do Baptismo, da Confirmação e da Eucaristia; irão também continuar a aprofundar os sacramentos da «vida quotidiana», ou sejam, o da Eucaristia, como Comunhão, e o da Penitência ou do Perdão; e, a pouco e pouco, tomarão o primeiro contacto com os restantes sacramentos.



3º Ano: “Queremos seguir-Te” (objectivos)
- Experimentar e descobrir que o seguimento de Jesus implica ser Cristão em Igreja.
- Aprofundar o mistério cristão já iniciado na fase anterior.
- Descobrir e viver os sacramentos como sinais da presença do Ressuscitado no meio de nós.

A aplicação está aqui.