O Espírito Santo de Deus
conduz-me e guia-me
para que eu possa conhecer Jesus Cristo,
ouvir a Sua voz,
ver a luz de Deus
e responder à sua Palavra.
Assim, sobre mim mesmo, eu:
- Faço o sinal da cruz na FRONTE
para que Cristo me fortaleça com o sinal do seu amor
e eu aprenda a conhecê-l’O e a segui-l’O…
- Faço o sinal da cruz nos OUVIDOS
para ouvir a voz do Senhor…
- Faço o sinal da cruz nos OLHOS
para ver a luz de Deus…
-Faço o sinal da cruz na BOCA
para responder à Palavra de Deus…
-Faço o sinal da cruz no PEITO
para que Cristo habite, pela fé, no meu coração…
- Faço o sinal da cruz nos OMBROS
para levar sempre o jugo de Cristo que é suave…
- Faço o sinal da cruz,
em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo,
para ter a vida pelos séculos sem fim.
Ámen
11 junho 2008
Bênção dos Sentidos
08 junho 2008
05 junho 2008
Há dias...
A pessoa que sou deve-se a cada uma das pessoas que me amou e eu amei. Por isso, enquanto eu viver, saberei que elas também vivem, através de mim, bem guardadas naquele canto do reservado de mim, onde só vai quem eu quero.
Estão lá, e é lá que eu as posso visitar, falar e escutar… E de lá sai aquela frase de sempre: sê tu mesmo, sê livre, vive…
Uma metáfora pastoral!!
O segredo do "Manso" é que ele "vivia com o peixe". Ele próprio mo explicou. "Sonhava com o peixe." Conhecia as várias espécies como se fossem da sua família. Os hábitos, as manhas, a inteligência de cada uma.
"Os peixes deslocam-se no mar como os pássaros no céu, em fila", dizia ele. "Basta olhar o céu para saber o que se passa no fundo do mar." Os peixes, continuava, "são como as pessoas. Têm as suas manias. Se os conhecermos, se vivermos com eles, temos mais hipóteses de os apanhar".
Há peixes pouco inteligentes, que são traídos pela Lua. "Têm medo da luz, e vão para a fundura. Se estiver escuro, pensam que ninguém os vê." Nestes casos, a Lua indica a direcção em que se deslocam os cardumes. Mas mesmo os peixes mais inteligentes, como por exemplo o sargo, têm as suas fraquezas. "O sargo vê um anzol e não vai lá porque sabe que está ali um pescador. E se apanharmos um, temos de lavar as mãos ao pôr o isco de novo, ou não apanhamos mais nenhum. Eles sentem o cheiro, e sabem. Os sargos andam sempre junto à costa. Dizemos que eles gostam de ver passar os automóveis. Aí, são muito difíceis de apanhar. Escondem-se nos rochedos. Uma vez dei com um com a cabeça de fora, a olhar para mim, como quem diz: queres apanhar-me? Pois anda cá, a ver se eu deixo."
Em certas alturas, porém, os sargos são de uma inexplicável imprudência. Após a desova, deslocam-se em cardume e deixam-se apanhar com facilidade. "As mulheres quando engravidam também têm desejos extravagantes. Apetece-lhes comer carvão e coisas assim. Com o peixe é a mesma coisa. Deixam os filhos e pensam: vocês já estão aí, a gente agora vai dar uma volta. Não sei se é loucura do peixe..."
As sardinhas também têm hábitos muito humanos. É a sua maior fragilidade. "A sardinha vai às zonas com rochas, para se alimentar, passar a noite, como nós vamos ao café. Depois volta para a profundidade, poque se acha insegura ali. A sardinha é um peixe friorento. No Inverno, vai para o fundo, onde as águas são mais quentes." E é aí, meio enterradas na areia, que dormem. Mas deitam-se tarde. "Sabe, quando vamos com os amigos, à noite, beber uns canecos... Já não nos víamos há tanto tempo e tal... Chega aí uma altura, lá para as cinco, seis da manhã, em que dá uma dormência... A gente tem de se encostar um bocado... Pois com a sardinha é a mesma coisa." É a hora certa para as apanhar. Vai-se com cuidado e lançam-se as redes quando elas acordam, estremunhadas. Não falha. Eram grandes pescarias. "Eu encostava o ouvido ao fundo do bote e até as ouvia ressonar", jurou-me o "Manso".
[Paulo Moura, "Viver com os peixes". Público. P2, 30.05.2008, 3]
03 junho 2008
Cardeal Martini pede reforma da Igreja
Texto do El País




